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A SITUAÇÃO DA IGREJA HOJE (PARTE 2)

church - church

Por Leandro Antonio de Lima

Uma mensagem revolucionária se fez ouvir em meio às trevas do primeiro século na voz daqueles evangelistas que atravessaram continentes proclamando que um homem havia vencido a morte e tinha uma vida muito diferente para oferecer.

A mensagem de esperança do Novo Testamento se estende através de cada página, dos Evangelhos ao Apocalipse, repercutindo que a vida humana não é vazia e sem sentido, mas cheia de propósito e possibilidade de renovação. Como diz Hörster, “em todos esses escritos existe um tema central: Deus se volta à humanidade por meio de Jesus Cristo” . Essa é a mensagem da Igreja, tão relevante para o primeiro século, como para o mundo relativista de hoje. Um tema “extremamente atual numa época em que o homem está sufocando em seus próprios problemas e não consegue se salvar somente com a sua inteligência. Nada é tão urgente hoje como o encontro do ser humano com Deus, que se aproximou de nós por meio de Jesus Cristo. Os escritores do NT têm o objetivo de levar os seus leitores a esse encontro” . Esse encontro pode transformar suas vidas, levantá-los do pó e dar uma razão digna para sua existência. João deixou claro que esse foi seu objetivo, pois ao finalizar seu Evangelho, ele explicou: “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31). Aqui está a grande promessa para aqueles que estudam o Novo Testamento. É uma promessa de vida e de esperança.

O período pós-apostólico

Desde sua fundação, a igreja se preocupou em entender o Novo Testamento, pois o considerava o legado de Jesus e dos Apóstolos. Ao mesmo tempo em que se entendia que era uma continuação do Antigo Testamento, havia a compreensão de que ele continha as novas coisas necessárias para o tempo da nova dispensação. Ainda nos tempos primitivos, quando as cartas de Paulo e os evangelhos sinóticos circulavam pelas igrejas recém fundadas, os cristãos preocupavam-se em entender o sentido verdadeiro do texto. Embora o Cânon do Novo Testamento tenha levado quatro séculos para se tornar algo oficial , os 27 livros do Novo Testamento já eram reconhecidos como providos de autoridade e inspirados até meados do segundo século no máximo. Alguns discípulos dos apóstolos e outros líderes que se levantavam na igreja pós-apostólica preocupavam-se em estudar os textos originais, produzindo comentários e textos explicativos sobre os livros do Novo Testamento. Teólogos - como Clemente de Roma, Clemente de Alexandria, Inácio de Antioquia, Policarpo, Justino o mártir, Irineu de Lião, Tertuliano e Agostinho de Hipona - se debruçavam sobre o texto sagrado herdado dos Apóstolos e procuravam explicá-lo para os cristãos e para os inimigos do cristianismo nos primeiros séculos. O trabalho apologético dos pais da igreja contribuiu muito, não só para o estabelecimento do Cânon, como para o entendimento da mensagem da Igreja contida nas páginas dos escritos apostólicos.

O período medieval

As coisas começaram a mudar no quarto século. No tempo do Imperador Constantino, que supostamente se converteu ao cristianismo, o império foi cristianizado. Não foi uma cristianização pela pregação, mas pela força. Se antes alguém era perseguido por ser cristão, a partir daí recebeu privilégios, e a perseguição acabou se dirigindo contra os pagãos. Isto causou uma verdadeira invasão do paganismo no cristianismo e o sincretismo dessas religiões. Os pagãos se tornaram cristãos sem abandonar seus costumes pagãos. O maligno perseguiu a igreja por quatro séculos, praticamente ininterruptamente, e seus resultados foram mínimos, pois o sangue dos mártires tornava-se a semente da igreja. Então, ele resolveu se infiltrar nela, e seus resultados se multiplicaram ao infinito. Patrocinadas pelo poder imperial, as igrejas abandonaram a herança bíblica e a simplicidade do culto. Se antes se cultuava em lugares simples e escondidos, então, começaram a levantar imensas construções cheias de arte e ornamentações. A pureza e a simplicidade do Novo Testamento se perderam com a absolutização romana da igreja, os dogmas foram substituindo o estudo aprofundado da Escritura sagrada, e por mais de mil anos, a igreja sobreviveu de misticismo e ascetismo monástico, bem como de dogmatismo teológico e filosófico, mergulhada numa quase completa ignorância do texto bíblico. A igreja medieval sobreviveu à custa da ignorância das pessoas e sustentada pelo poder da espada.

O período da Reforma

O movimento da Reforma - antecedido pelos pré-reformadores John Wycliffe e John Huss, que lutaram para que a Bíblia voltasse à língua do povo - e consolidado pelos grandes reformadores do século XVI Lutero, Zuínglio e Calvinocaracterizou-se por um retorno à Bíblia, e especialmente ao Novo Testamento. Os teólogos daquele período voltaram sua atenção para a Bíblia, interpretando-a dentro de seu próprio contexto, respeitando suas peculiaridades como língua e ênfases individuais de seus escritores. Na Reforma uma importante concepção teológica foi modificada em relação à Bíblia. Para a igreja romana medieval a igreja tinha autoridade sobre a Bíblia, pois ela mesma teria originado a Bíblia. Os reformadores inverteram essa concepção dizendo que a Bíblia era a formadora da igreja, e, portanto, era a Bíblia quem tinha autoridade sobre a igreja . Por isso Lutero traduziu a Bíblia para a língua do povo e Calvino procurou fazer comentários de todo o texto bíblico (exceto 2 e 3 João e Apocalipse). Por esta razão vemos na Reforma o ideal da teologia. Não por um senso de saudosismo ou culto do passado, mas pelas atitudes concretas de teólogos que romperam com conceitos inaceitáveis e tiveram a coragem de lutar por aquilo que acreditavam e que realmente revolucionou suas vidas e influenciou poderosamente o mundo de seus dias. Quantos teriam a coragem, como Lutero, de sustentar diante de uma instituição tão poderosa como a igreja romana a verdade do Evangelho, sofrendo com isso todo tipo de ameaças e imprecações? Quantos teriam coragem como Calvino de colocar em xeque suas convicções e seu desejo de afastamento para trabalhar na formação de uma cidade que refletisse o ideal do Evangelho?

PASTOR ACEITA PERDÃO DE VALADÃO

Como coloquei anteriormente nesse blog a discussão por e-mail (que anteriormente havia sido publicada no Blog do André Valadão e, posteriormente retirada), entre meu amigo o Pastor Olivar e o músico evangélico André Valadão, resolvi colocar a matéria abaixo que mostra o acerto entre os dois. Não me cabe julgar as motivações, apenas orar para que realmente a situação se resolva diante de Deus. Quanto àqueles que entendem que essa situação não deveria ser publicada, embora respeitando a opinião desses, não posso concordar, pois de nada adianta viver um “mundo evangélico de faz de conta”, como se não houvessem problemas sérios a serem resolvidos. Está mais do que na hora de reconhecermos nossas falhas, quer sejamos anônimos ou famosos, para que esse triunfalismo infantil de muitas “teologias” seja abandonado e alcancemos o verdadeiro arrependimento e fidelidade, sem os quais, jamais seremos utilizados por Deus. Abaixo o texto da “Redação Creio”.

Valadão pede perdão e Olivar diz que aceita após confusão em show

Por: Redação Creio

Após ser alvo de inúmeras críticas, o pastor e cantor André Valadão, através
de seu site oficial, emitiu nota, no último dia 20, pedindo perdão
publicamente ao reverendo Olivar Alves Pereira, da Igreja Presbiteriana de
São José dos Campos (SP), por conta de uma confusão envolvendo a
participação do cantor em um show católico. Nesta segunda-feira, dia 23, o
pastor presbiteriano, disse ao CREIO, que aceita o pedido de desculpas.

Na nota, Valadão pediu perdão, de maneira pública, a igreja brasileira e
todos aqueles que, de certa forma, foram atingidos com as discussões. “Não
quero ser pedra de tropeço na vida de ninguém, mesmo tendo visões diferentes
e pensamentos teológicos que acabam nos dividindo eu não tinha o direito de
falar com pastor da forma que fiz. Nunca imaginei e ainda não sei a
motivação do Olivar em tornar público um e-mail que eu o respondi, porém
mais uma vez o peço perdão”, retratou.

Já Olivar, que é mestre em ciências da religião, diz que após reler a
discussão ficou triste com o acontecido. “Não me arrependo e nem mesmo
retiro uma só vírgula do que lhe disse por que é aquilo ali que eu creio.
Questionei não a sua pessoa, nem a sua fé em Cristo, questionei seu
comportamento. Penso que todos estamos sujeitos a isso”, enfatizou.

Olivar diz que aprendeu uma lição: “Aprendi que é necessário arcar
com as consequências das nossas convicções, mas pior do que isso, é não ter
convicção alguma e ser arrastado por qualquer vento de doutrina.”

A SITUAÇÃO DA IGREJA HOJE (PARTE 1)

igreja francesa destruida bombas 1 2 - igreja francesa destruida bombas 1 2

Por: Leandro Antonio de Lima

O mundo moderno é um mundo cansado. As pessoas estão cansadas da escravidão do trabalho, da opressão dos poderosos, da futilidade das filosofias que apenas justificam o poder dos mais fortes, da hipocrisia das religiões que avidamente buscam adoradores e contribuintes, mas nada têm a oferecer de alentador para as pessoas. Hoje, o mundo está cansado das promessas não cumpridas da ciência e da filosofia humanista, está cansado da superficialidade e da hipocrisia de igrejas e pregadores que querem encher seus templos e conseguir associados; cansado da pesada rotina da modernidade que exige do homem muito mais do que pode oferecer. As pessoas se cansaram de esperar o “novo mundo maravilhoso” da ciência e do marxismo, e também de esperar o reino do amor e da justiça social das diversas teologias. Falta ao mundo uma verdadeira mensagem de esperança. Por isso, talvez, só reste ao mundo se lançar em aventuras degenerativas, nos vícios, nas loucuras e na admiração de ídolos vazios.

Quando olhamos para a igreja dos nossos dias, não há como não ficar assombrado. Ela parece ter perdido a sua mensagem. Ela está fazendo pouca diferença em nossa sociedade. Isso acontece tanto no catolicismo, quanto no protestantismo.

O catolicismo continua apegado aos seus dogmas e tradições, na sua maioria não baseados na bíblia, e mantém sua imensa e medieval estrutura mundial à custa da apatia religiosa e do tradicionalismo confortável de gerações. Algumas pregações católicas isoladas a respeito de desigualdade social até se tentaram fazer ouvir, bem como alguns ventos de mudança na área da espiritualidade, mas de forma geral, o catolicismo é o mesmo de séculos passados, ou seja, uma religião de tradição, e de quase nenhuma influência na vida prática das pessoas. O catolicismo é uma religião agonizante e sem mensagem para o mundo.

A situação do protestantismo histórico não é muito melhor. Há dois tipos de protestantismo histórico. Há o protestantismo de inclinação liberal e o protestantismo conservador (Deixamos de lado as seitas protestantes). O liberal foi influenciado pelo liberalismo teológico (e sua continuação). Ele não dá muito valor à Bíblia e não a reconhece como “Palavra de Deus” infalível e inerrante. A Bíblia não é o lugar aonde esse tipo de protestantismo vai buscar a sua mensagem. Este tipo de protestantismo procura estabelecer uma religião conectada com a sociedade e baseada em conduta ética. Geralmente é bastante liberal no que diz respeito a costumes e moralidade. Baseia sua religião genericamente no mandamento do amor ao próximo e não se preocupa muito com evangelização, pois na verdade não vê o cristianismo como muito superior às outras religiões, e até pensa que evangelizar é desrespeitar o próximo. Este tipo de protestantismo influencia menos o mundo do que a própria igreja católica, basta ver que as igrejas protestantes influenciadas pelo liberalismo estão vazias em todo o mundo. Ultimamente, pastores anglicanos estão desejando retornar ao catolicismo porque o acham mais conservador em termos de moralidade! Esse protestantismo, a exemplo do catolicismo, não tem mensagem.

Já o protestantismo conservador, das igrejas tradicionais, contra tudo e contra todos, heroicamente sustenta a concepção da Bíblia como “Palavra de Deus” infalível e inerrante, e consegue razoavelmente sustentar as doutrinas bíblicas essenciais. A Bíblia é o lugar aonde esse protestantismo deseja buscar sua mensagem, mas seu problema é que, muitas vezes, em seu tradicionalismo exagerado, aprisiona a mensagem dentro da camisa de força das instituições e tem dificuldades em comunicar a Palavra de Deus para o mundo, permanecendo fechado, com um número mais ou menos fixo ou cada vez menor de fiéis. Este protestantismo não perdeu a mensagem da igreja, mas a maioria de seus membros não tem vontade de compartilhar esta mensagem com outras pessoas, ou o faz de forma bastante tímida. O protestantismo histórico conseguiu guardar a mensagem, mas as vezes parece que a guardou tão bem que não consegue mais achar.

O protestantismo carismático por sua vez não tem dificuldade de se comunicar com o mundo. Seus membros não hesitam em falar a respeito de sua fé. Há dois tipos de protestantismo carismático: o pentecostal e o neopentecostal. O protestantismo pentecostal começou com sua ênfase no dom de línguas e revelação. Ele sustenta a autoridade da Escritura, mas sua hermenêutica é bastante irregular, pois cada um interpreta de acordo com a “revelação” do Espírito. Freqüentemente este protestantismo se apega a usos e costumes, e apesar de muitas denominações estarem se abrindo um pouco, ainda são bastante fechadas e vistas pelo mundo como igrejas de pessoas de pouca instrução. A mensagem desse protestantismo não consegue alcançar realmente o mundo. Já o protestantismo neopentecostal revolucionou a maneira de ser igreja nos últimos anos. É o protestantismo da mídia. Neste protestantismo o apego à Escritura é praticamente uma fachada. O que rege o funcionamento da igreja é o Marketing. A ênfase da pregação e do louvor concentra-se na busca por sinais e maravilhas e prosperidade material. As igrejas neopentecostais estão cheias, mas é questionável o quanto da verdadeira mensagem da igreja é proclamada ali. Podemos dizer que esse protestantismo tem uma mensagem, mas é uma mensagem distorcida da Bíblia.

Percebemos, portanto que a relevância da igreja perante o mundo depende de duas coisas: da integridade da mensagem e da disposição de viver e proclamar esta mensagem. Mas qual é o caminho para que a Igreja volte a ter uma mensagem relevante para o mundo? Você pode deixar aqui sua opinião.

QUE JESUS É ESSE?

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Quem liga a TV e troca um pouco de canal sem dúvida vai escutar algo sobre Jesus. Num canal vemos alguém falando que Jesus dá riqueza e prosperidade, em outro vemos um ateu afirmando que ele é um mito. Celebridades desde Britney Spears até Monique Evans já afirmaram que “pertenciam” a Jesus.

Acesse o google e procure pela palavra “Jesus.” Milhares das mais diversas páginas da internet vão aparecer, cada uma com sua própria visão e idéia. A verdade é que Jesus é polêmico e está na moda. Todos têm uma opinião sobre ele ou já ouviram falar de quem ele é.

Peças sobre Jesus Cristo são comuns na Broadway e em teatros no mundo inteiro, inclusive algumas que o retratam como um homossexual ou como um homem normal casado com Maria Madalena.

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Diversos filmes foram feitos sobre a vida dele, o último inclusive, A Paixão de Cristo, foi um tremendo sucesso no mundo inteiro. Outros sucessos de Hollywood atacam noções tradicionais sobre Jesus, o último sendo o Código da Vinci que afirma que ele foi apenas um ser humano, tarado por mulheres e cujos tataranetos moram hoje na França.

Independente de quem você é, de onde vem, o que faz, ou no que acredita, alguma opinião, informação ou imagem tem deste homem. A maioria das pessoas tem aquela imagem construída pela mídia. Um cara branco, barbudo, talvez até loiro, com cara de hippie, meio emo, quase homo, usando um vestido e com cara de coitado. Aliás, esse é o erro de muitos, inclusive de igrejas que o retratam somente como o servo sofredor, talvez até como um guru medroso, um líder pacifista. Essa é uma imagem errada. Poucos se atentam ao fato de que o papel de Jesus hoje não é o mesmo de 2000 anos atrás.

Vejamos o que a Bíblia nos diz sobre esse cara tão polêmico.

1) É Deus e existe desde a eternidade (João 1);

2) Se humilhou e se esvaziou de sua divindade para virar homem e se relacionar conosco (Filipenses 2:5-8);

3) Na terra viveu normalmente como nós. Comeu, bebeu, foi ao banheiro, teve uma família, teve amigos, conheceu pessoas estranhas, ricas, pobres, foi tentado, traído, abandonado e morreu (Hebreus 2 e os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João);

4) Ressuscitou, aparecendo pra mais de 500 pessoas (I Corintios 15:6);

5) Agora está no céu, assentado ao lado de Deus e está reinando e intercedendo pelo seu povo (Colossenses 3:1, Hebreus 12:2, Romanos 8:34);

6) Voltará e chegará arrebentando (Apocalipse 19).

Infelizmente, as pessoas se concentram muito no tempo de Jesus aqui na terra, e muito pouco naquilo que Jesus está fazendo ou vai fazer. É por isso que elas tem a imagem errada dele. Como disse, Jesus se humilhou naquele momento, 2000 anos atrás, o seu papel ele cumpriu perfeitamente vivendo como nós e morrendo por nós, para perdoar nossos pecados. Mas agora, seu foco é outro, sua missão é outra.

Vejam só a imagem de Jesus em Apocalipse 19:11-16

“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.”

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Pra quem não leu com atenção:

- Ele está montando num cavalo branco;

- Julga o mundo;

- Tem olhos de fogo;

- É Rei e usa uma coroa;

- O manto dele está coberto pelo sangue daqueles que ele julgou;

- Comanda os exércitos;

- Da boca dele sai uma espada afiada, matando os iníquos;

- Usa um cetro de ferro para disciplinar as nações que ele vai reinar (ou seja, é bordoada pra todo lado!);

- Tem uma tatuagem na sua coxa dizendo Rei dos Reis e Senhor dos Senhores;

Esse é o Jesus que vive hoje, que está no céu só esperando o momento pra chegar no mundo arrepiando. Julgando e acabando com os ímpios e colocando ordem na casa uma vez por todas.

Infelizmente, pra muitas pessoas, essa é uma imagem chocante (embora alguns ainda estão discutindo pra dizer que a tatuagem é na sua roupa e não na sua coxa). Mas essa é a última imagem que temos de Jesus na bíblia. Não é uma imagem criada e adaptada por homens.

Jesus não é um cara impotente, fraco, emo, quase homo. Ele é um Rei poderoso, sem medo de vir proteger aqueles que o amam e servem. Sem hesitação para vir e julgar aqueles que lutam contra ele. Esse é o Jesus de hoje, que vive e reina. Ele não é um coitado, um marshmallow de amor, tudo nesse mundo já pertence a Ele. Ele tem mais poder que qualquer político ou general dos dias de hoje ou que já existiram.

Agora o mais incrível de tudo. Esse Rei poderoso, que não precisa da gente, abre as portas do seu reino e se relaciona conosco hoje. Qualquer pessoa, sem importar quantos pecados já cometeu, quantas coisas nojentas já fez, ou quão longe já ficou de Deus, hoje tem acesso a sala real. Pode entrar de graça e se jogar aos pés do trono de Jesus. Esse Rei vai te acolher, chamar pra perto e cuidar de você. Mas lembre-se, essa oportunidade não é eterna. Logo logo ele virá em cima de um cavalo branco, liderando exércitos para julgar a terra. De qual lado estaremos?

Essa é a imagem que você tinha de Jesus? Esse é o Cristo que você conhece?

O tempo é agora, o dia é hoje. Não permita que sua vida se arraste sem você tomar uma decisão por Jesus. A minha decisão é de seguir esse Rei. E a sua?

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Postado anteriormente em http://www.mastigue.com

POR QUE AS PESSOAS SOFREM?

sofrimento - sofrimento

Uma das maiores dúvidas que os cristãos têm é: por que Deus permite que seu povo sofra? Na semana anterior, um bebê foi assassinado por ladrões no colo de seu pai que retornava de uma igreja. Quem poderia justificar uma atitude dessas ou entender a razão de Deus permitir que aconteça?

Quando vemos pessoas sofrendo sem uma razão específica sempre nos lembramos do livro de Jó. Geralmente acredita-se que o propósito principal do livro de Jó é piedoso, ou seja, ensinar que uma pessoa deve permanecer fiel a Deus não importa a situação que enfrente. Nessa linha, o livro seria utilizado para admoestar os sofredores a permanecerem fiéis a Deus. Ainda que uma nota assim possa ser ouvida através da leitura, há claramente um propósito bem mais ambicioso no livro de Jó, que é o de falar sobre o problema do próprio sofrimento. O livro deseja oferecer uma resposta sobre o sentido do sofrimento. A resposta que o autor oferece será diferente da resposta tradicional que dizia: sofremos porque pecamos. De certo modo, o Livro de Jó oferece uma resposta diferente da doutrina da retribuição expressa no livro dos Provérbios. É claro que de um ponto de vista teológico, não é preciso pensar que haja uma contradição entre Jó e Provérbios, mas apenas a explicação paradoxal de que nem tudo é tão lógico. Provérbios mostraria o aspecto “normal” das coisas, enquanto que Jó, justamente o “anormal”. A questão é que o “anormal” também existe e é tão verdadeiro quanto o “normal”.

O livro se divide em três partes: Um prólogo (1.1-5), Discursos (1.6-42.6) e um Epílogo (42.7-17).

Jó é um homem íntegro, próspero e feliz. Mas sua situação começa a mudar quando há um encontro entre um dos “filhos de Deus”, chamado Satanás com o próprio Deus. Após Deus chamar a atenção de Satanás para Jó, este duvidou de sua integridade, caso não fosse abençoado por Deus. Após duas autorizações divinas para que Satanás primeiro tirasse os bens e os filhos de Jó e depois sua própria saúde, o livro descreve Jó se mantendo fiel a Deus. Então, três amigos vêm de longe para consolá-lo. A chegada desses amigos marca o início dos longos diálogos do livro. Os três amigos de Jó são os típicos representantes da teologia dos Provérbios: o que aqui se faz aqui se recebe, tanto em termos de bênçãos, quanto em termos de maldição. Jó começa os discursos dizendo que não fez nada de tão grave para merecer tudo aquilo, e amaldiçoa sua vida e a data de seu nascimento. Mas os três amigos estão convencidos de que Jó precisa ter cometido alguma falha muito grande diante de Deus, caso contrário, não poderia estar naquele estado. Os amigos de Jó estavam tentando aplicar soluções normais para um caso excepcional. Diante da reação cada vez mais recrudescida de seus amigos que insistem que Jó precisa ter cometido algum pecado e precisa se arrepender para ser restabelecido por Deus, Jó começa a questionar os próprios métodos de Deus. Ele imagina que deve haver algum equívoco no todo-poderoso. Ele deseja ter um encontro com Deus, uma espécie de audiência, para poder expor perante ele a sua causa, acreditando que assim, poderia se justificar diante de Deus (Jó 23.1-7). Após mais uma série de diálogos com os amigos, Deus finalmente concede a Jó a tão desejada audiência. Mas, ao invés de Jó falar com Deus, é Deus quem fala com Jó do meio de um redemoinho (Jó 38ss). A conversa de Deus é muito estranha. Ao invés de falar sobre os problemas que Jó está enfrentando, Deus nem se quer toca no assunto, se limitando a falar sobre a criação do mundo e a manutenção de todas as coisas. Deus está sempre perguntando a Jó se ele tem algum entendimento daquelas obras e se estava presente no momento em que Deus as planejou e as executou. O objetivo vai ficando claro: Deus quer mostrar a Jó o quanto ele é limitado de entendimento diante da grandeza da obra de Deus. A mensagem vai ficando clara também, até que por fim Jó a compreende, quando reconhece que não tinha direito de falar com Deus, pois não tinha entendimento suficiente a respeito do modo como Deus age (Jó 42ss). Então, a mensagem do livro desponta de uma forma brilhante: diante do sofrimento injusto, Jó deveria confiar em Deus e em seus planos que não podem ser frustrados, apesar de não ter explicação clara da razão de seu sofrimento. Deus não esclareceu os mistérios do universo, apenas indicou para Jó a realidade deles. Há no universo, enigmas que Jó não pode penetrar, senão unicamente aceitar com respeito e humildade, como provenientes do único sábio, o Criador.

Não é que o livro negue que o pecado gera males. Esse tema está presente em todo o livro e parece ser o patrimônio comum dele, mas o livro destaca que pode haver casos excepcionais em que a questão do sofrimento não esteja ligada ao pecado de uma pessoa, mas a situações cósmicas absolutamente incompreensíveis para o ser humano. Tão incompreensíveis que em momento algum da trama, é dito a Jó o que realmente está acontecendo. Nenhuma palavra a respeito da atuação de Satanás. A única explicação de Deus não é uma explicação, mas um convite a confiar nos propósitos do soberano que criou e sustenta todas as coisas. O Deus do livro de Jó está bem além do Deus das caixinhas de promessa. Ele não é o Deus apenas das esferas conhecidas e domesticáveis, antes é o Deus dos mundos desconhecidos e das eras estranhas ao ser humano. Por isso, a reação de Jó ao discurso de Deus é imensamente sugestiva: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado (….) Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (42.2,5-6). Nada menos do que uma reviravolta do que se conhece a respeito de Deus é necessário. O Jó que tanto conhecia a Deus, agora tem que admitir que “deste modo” não o conhecia. É preciso um novo começo. É preciso reconhecer a soberania de Deus sobre toda a criação e sobre todos os propósitos humanos. Embora incompreensível, esse é o Deus cujos planos não podem ser frustrados. Somente uma confiança assim poderá nos dar segurança diante das situações incompreensíveis da vida.

O NÚMERO DA BESTA

arnold 666 - arnold 666

Um pastor boliviano que vive na cidade do México seqüestrou um avião no último dia 09/09/09, dizendo que foi por inspiração divina, pois um grande mal iria acontecer no México, uma vez que a data invertida se torna o famoso 666. Quanto anunciou o seqüestro, o pastor disse que estava acompanhado de duas pessoas, o Pai e o Espírito Santo. Com a Bíblia na mão, o homem disse que tinha explosivos, mas depois se confirmou que não tinha nada. Acabou preso e segundo informações, é viciado em álcool e drogas.

O número da besta, o famoso 666, tem sido a fonte das maiores especulações ao longo da história. Alguns somam as letras de Nero, do papa, ou de algum outro líder político para chegar ao 666. Outros dizem que é o símbolo da maçonaria, da moeda americana, etc. Embora é verdade que a soma do número das letras do título Nero Cezar seja 666, e neste sentido, Nero realmente representava o domínio da Besta nos tempos do Apóstolo João (pois já nos tempos primitivos, não ser um adorador de César podia trazer sérios prejuízos para os crentes), a verdade é que a marca da besta sempre aparece junto com ela, e sempre esteve no mundo. Assim como o Apocalipse relata que os crentes foram selados com a marca de Deus (Ap 7.3), os ímpios são marcados com a marca do diabo. Esta marca é uma marca de propriedade, e todas as vezes que aparece no Apocalipse está conectada com o ato de adorar a besta (Ap 14.11; Ap 20.4). Como diz Hendriksen, “devemos lembrar que não somente gado, mas também escravos eram estigmatizados ou marcados. A marca significava que o escravo pertencia a seu senhor”1 . Então, ter a marca significa pertencer e adorar a besta, ou seja, ser um escravo dela. A marca é posta na mão direita e na fronte. A fronte simboliza a mente, o intelecto da pessoa, enquanto que a mão representa sua atividade física, sua ocupação, seu trabalho. Isso quer dizer que tanto a mente como as atitudes de alguém que possui a marca da besta são dirigidas para a besta e não para Deus.

Não é preciso que seja uma marca literal, assim como a marca do batismo também não é literal. Uma marca literal seria fácil de ser identificada e talvez não surpreendesse ninguém. É provável que a marca da besta seja muito mais discreta e sutil. No nosso entendimento, a marca da besta em toda a história é o secularismo e a falsa religião que dominam a vida das pessoas. Ou seja, é o mundo como ele é. A pessoa que tem a marca da besta é um filho deste mundo, que vive de acordo com o padrão, ou a forma deste mundo (Rm 12.2). Esta pessoa está contente com sua maneira mundana de viver. Quanto ao significado do número 666, podemos sugerir muitas hipóteses, como, por exemplo, o fato de o homem ter sido criado no sexto dia. Sete seria o número divino, e o seis apenas um abaixo, ou seja, é quase sete. O homem parece ser assim mesmo, ele sempre “quase chega lá”. E por que três seis? Talvez porque se três setes seriam o máximo da perfeição, três seis são o máximo da imperfeição, ou o falso mais próximo possível do verdadeiro. E por que o fato de alguém não possuir este número o impede de comprar ou vender alguma coisa? Antes de responder a esta pergunta, é preciso notar que o texto não diz que o crente não poderá desenvolver nenhum meio de sobrevivência. Será que nem plantar e colher será possível? E fazer negócios de compra e venda entre os próprios crentes? Possivelmente todas estas perguntas estejam erradas, exatamente porque seguem a linha de raciocínio errada. Mas a solução pode ser mais simples do que se imagina. O que o texto está querendo dizer é que vai ficar cada vez mais difícil um crente sobreviver honestamente neste mundo. Se ele não faz parte do sistema, se ele não sonega, suborna, usa pesos e medidas falsos, e outros meios ilícitos que todos praticam, pode acabar ficando sem lucros, pois todos estão fazendo isso. Além do mais, se ele se recusa a fazer trabalhos ilícitos para os patrões, pode perder o emprego. E tudo vai piorar grandemente nos últimos dias. O crente que quiser permanecer fiel terá que se recusar a aceitar a marca do mundo (Ap 14.9-12).

Assim, o grande risco de muitos que ficam fazendo especulações sobre o número e imaginando algo lá do futuro, como um chip ou algo parecido, é o de ser marcado por ele agora mesmo.

1 William Hendriksen. Mais que Vencedores, p. 181.

HÁ ALGO NOVO?

novidade - novidade

Por Leandro Antonio

Nas últimas semanas temos visto a repetição de temas que já estão ficando cansativos: gripe suína se alastrando e causando mortes, desaforos e mais desaforos no Senado da República. A televisão vai precisar inventar algo novo logo, senão começará a perder audiência. É verdade que na semana que vem tem o jogo do Brasil contra a Argentina pelas eliminatórias da Copa do Mundo, e, isso vai nos manter ocupados por algum tempo. Antes do jogo ficarão especulando quem vai jogar e quem não vai. Depois do jogo, se o Brasil ganhar, ficarão enaltecendo porque ganhou; e se perder, ficarão questionando as coisas, como de repente tudo ficou ruim, etc.

Sem querer minimizar a importância de temas como saúde e política, a verdade é que esse mundo inventa tantas distrações para que nos esqueçamos daquilo que realmente importa, que não dá para não ficar impressionado. Quando Salomão escreveu o livro do Eclesiastes, ele já notou que o ser humano estava sempre inquieto e inventando coisas para preencher o vazio de sua vida. Salomão escreveu: “Apliquei o coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; este enfadonho trabalho impôs Deus aos filhos dos homens, para nele os afligir. Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento” (Ec 1.13-14). Mais a frente ele concluiu algo ainda mais desanimador: “Pois que tem o homem de todo o seu trabalho e da fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol? Porque todos os seus dias são dores, e o seu trabalho, desgosto; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade” (Ec 1.22-23).

Deus permite todo o mal desse mundo e permite também que o ser humano continue em sua busca insana para encontrar sentido para sua vida sem se voltar para Ele, como uma punição pela dureza do coração das pessoas. Mas, ao mesmo tempo, Ele deixa as coisas exatamente como estão para que, de algum modo, as pessoas acordem para a realidade, e percebam que é inútil tentar encontrar a verdadeira alegria através de uma vida sem Deus. Salomão estava certo: “O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós” (Ec 1.9-10). Ainda bem que a graça e a misericórdia de Deus também não são novas. Elas continuam aí, acessíveis, para todos aqueles que, olhando para suas vidas percebam o vazio e a inutilidade de tudo o que fazem, já que não consideram Deus em todos os seus caminhos. A grande mensagem bíblica da salvação também não é nova, ela continua aí, apontando o caminho para a vida abundante. Como tocha acesa em meio à escuridão continua guiando aqueles que não preferem continuar na cegueira, ou como farol na noite tempestuosa, essa mensagem continua trazendo os barquinhos extenuados para a praia, para o refúgio da esperança.

Não precisamos de novidades para ter uma vida que valha a pena. A velha mensagem do Salvador que deixou os céus para morar conosco, que desceu até o ponto mais baixo da existência humana quando foi crucificado, continua falando poderosamente aos corações daqueles que foram iluminados. Não há nada novo debaixo do céu, mas aqueles que entenderam essa mensagem, andam em “novidade de vida” (Rm 6.4).

VOSSA EXCELÊNCIA ENGULA ISSO!

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Por Leandro Antonio de Lima

Nas últimas semanas, o Senado da República tem se demonstrado um lugar interessante. Senadores, os mais altos cargos do poder legislativo, trocando acusações e palavras de baixo calão, mas sempre com o “Vossa excelência” como pronome de tratamento. Depois do título, outras palavras menos amistosas como “engula isso”, “cangaceiro”, “coronel de…”, etc.
Para essa situação se aplica aquela frase conhecida: “Seria cômico se não fosse trágico”. De fato é trágico. E pelo menos por três razões.

Primeiro porque eles deveriam ser os maiores dignitários da nação. Deveriam ser as pessoas mais cultas, civilizadas e revestidas de ideais verdadeiramente democráticos. Deveriam ser exemplo para o país, mas somente são exemplos de mentiras, enganos, trapaças e crimes cuja lista seria extensa demais para colocarmos aqui. Não lutam pelos interesses do povo, mas por seus próprios interesses.

Segundo, é trágico porque o tal “Vossa excelência” mostra claramente o que significa viver na hipocrisia. Tentar inutilmente manter um status de civilização e de polimento, quando na verdade, por baixo da casca (e agora por cima também) é só podridão. Isso revela com clareza a triste situação de pecado do ser humano. Que mais evidências serão necessárias para que as pessoas reconheçam que esse mundo está dominado pelo mal? O pecado, entretanto, tem solução: Jesus Cristo. Ele pagou por nossos pecados com seu sangue na cruz e pode fazer com que sejamos livres deles. A situação do nosso mundo deveria ser suficiente para que as pessoas corressem para Jesus, mas infelizmente continuam fugindo dele.

Terceiro, e por um lado ainda pior, é que eles, de certo modo, representam bem o Brasil. Nesse caso também vale o adágio: cada povo tem os governantes que merece. Merecemos esses governantes porque não fazemos nada para que eles parem de fazer suas falcatruas. Merecemos esses governantes porque na hora das eleições nos omitimos de fazer uma análise cuidadosa dos candidatos. Mas principalmente, o Brasil merece esses governantes porque é uma pátria que honra os mentirosos, os adúlteros, os enganadores e os fraudulentos. É uma pátria que só pensa em “cerveja”, “futebol”, “samba” e “sexo”. É uma pátria que só pensa em se divertir e em se dar bem na vida, custe o que custar. Um país dominado pela sensualidade lasciva que se deleita em transgredir a vontade de Deus. Em todo lugar só há vícios, enganos, desvios de dinheiro, pequenos e grandes roubos, e todo tipo de desvios de conduta. O que acontece lá em cima é apenas um reflexo do que acontece nas ruas, nas lojas e dentro das casas.

Como evangélicos nós também merecemos esses governantes. O que os tais congressistas evangélicos (com poucas exceções) têm feito lá em cima, exceto também se envolver em escândalos? Por outro lado, o que o povo evangélico busca nas igrejas? Soluções imediatas para seus problemas pessoais! Querem um Evangelho que solucione seus problemas, mas que não mude suas vidas, nem lhes traga compromissos cívicos. Merecemos esses governantes porque talvez nem oremos por eles. Paulo ensinou: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador” (1Tm 2.1-3). Precisamos fazer a nossa parte para que esse país melhore. Precisamos orar mais por ele e também ter atitudes concretas para que haja mais igualdade, honestidade e fraternidade em nosso país.

150 ANOS! TEMOS MOTIVOS PARA COMEMORAR?

Cartaz IPB 150 Anos 1 - Cartaz IPB 150 Anos 1
Por Leandro Antonio de Lima
A Igreja Presbiteriana do Brasil está completando 150 anos de existência. No dia 12 de Agosto de 1859 desembarcava no Rio de Janeiro, o primeiro missionário presbiteriano em terras tupiniquins. O jovem Ashbel Green Simonton veio aqui como o primeiro missionário evangélico de uma missão oficial de uma igreja não católica, após o Brasil conceder permissão para que outras religiões fossem praticadas. Ele viveu poucos anos aqui, morrendo oito anos depois em 1867, com apenas 34 anos (sepultado no Cemitério dos Protestantes na Consolação). Sua vida foi curta e muito difícil. A esposa também morreu no Brasil apenas dois anos depois do casamento deles e três antes da morte de Simonton, deixando-lhe uma filhinha, Helen. Mas, pela graça de Deus, Simonton deixou aqui uma igreja estabelecida.

150 anos depois, a IPB relembra suas raízes e comemora o aniversário. Em São Paulo, um Ginásio do Ibirapuera totalmente lotado cultuou a Deus pela significativa data no último dia 08. No Rio de Janeiro, até o Presidente da República marca presença num evento no dia 12. Mas será que a IPB realmente tem motivos para comemorar? É claro que sim. Mas também tem motivos para orar e buscar transformações. Abaixo listo aquilo que considero alguns motivos de comemoração e também que considero motivos de oração e de revisão.

Motivos de agradecimento e comemoração
1) Pela providência de Deus em permitir a existência ininterrupta da Igreja nesses 150 anos.
2) Pela fidelidade da Igreja na pregação do Evangelho verdadeiro, através do qual Deus salva o pecador por sua graça, mediante a fé, por causa do sacrifício redentor de Jesus Cristo.
3) Pela convicção de uma igreja reformada, que em sua maior parte honra os símbolos de fé, sustenta a Escritura como Palavra de Deus e mantém-se distante tanto do liberalismo, quanto do fundamentalismo.
4) Pela identidade de seu modo de cultuar a Deus que se manteve equilibrado em todo esse período, sem ceder aos extremos do formalismo tradicional ou dos exageros carismáticos.

Motivos de oração e de revisão
1) O pouco compromisso com o crescimento da Igreja exibido por uma grande parte de seus pastores, presbíteros e membros.
2) Um apego exagerado às tradições e costumes locais que engessam o Evangelho, e uma política eclesiástica burocratizada demais que praticamente impede o desenvolvimento e o avanço da Igreja.
3) Um modo de viver a fé muitas vezes baseado apenas em tradições familiares, sem o compromisso vivo e individual que se requer de crentes verdadeiros.

É claro que as duas listas poderiam ser bastante aumentadas. Mas por hora bastam para uma reflexão. Sendo assim, acredito que o melhor que poderíamos fazer por ocasião desses 150 anos é, por um lado louvar a Deus e comemorar pela expressiva data e, por outro, orar, jejuar e lamentar diante do Senhor por nossas falhas, buscando melhorar cada vez mais.

Certa vez, ouvi de um presbiteriano a seguinte argumentação: “em vista das outras igrejas que existem por aí, até que nós estamos bem na fita”. Sim, isso é verdade. Mas nossa comparação não deve ser com outras igrejas que cometem excessos e falham em anunciar e viver o Evangelho verdadeiro, e sim, com a Igreja de Jesus, aquela que é pura e santa, sua noiva, a igreja invisível, com a qual devemos nos assemelhar mais e mais a cada dia.

É GRIPE? DEUS ME LIVRE!

gripe suina - gripe suina

Nos últimos meses quase todas as pessoas se sentiram tomadas por um medo que não tinham antes: medo de uma gripe. Uma doença até certo ponto normal e sem grandes preocupações, de repente se tornou uma pandemia mundial, confundindo as autoridades e assustando a população em quase todos os cantos do planeta.

Um inimigo pequeno e invisível se tornou uma assolação que todos querem evitar, mesmo com um sentimento de que isso parece realmente impossível.

Essa nova situação é, de certo modo, muito reveladora. Não só porque demonstra a incompetência dos serviços públicos em lidar com algo que extrapole suas obrigações rotineiras, nem só porque a avidez da mídia em ter notícias alarmantes para ter audiência tende a exagerar os casos e criar ainda mais medo nas pessoas, mas principalmente porque isso revela algo que está arraigado lá no mais íntimo do ser humano: o medo. A humanidade tem medo de ser dizimada. Não é um puro e simples medo da morte, é algo maior. Paul Tillich, numa das coisas realmente aproveitáveis que disse, falou sobre o medo da “situação-limite”. Isso é muito mais do que o medo da morte, é o medo de deixar de existir, da existência não ter sentido, não fazer diferença, afinal das contas. A mais tremenda ameaça, a maior angústia do ser humano, é não saber o que será depois. Uma simples gripe trouxe de volta para a humanidade a consciência dos seus próprios limites, a realidade nua e crua de sua existência sem sentido, e a incerteza quanto à vida e quanto à morte.

Termino esse assunto lembrando que Jesus disse que antes de sua vinda haveria epidemias em vários lugares e também coisas espantosas (Lc 21.11). Deus permite essas coisas para que o ser humano tome consciência de suas próprias limitações e se volte para aquele que pode vencer todos os seus medos. Também elas são sinais para a humanidade; sinais que apontam para o fim da existência humana como a conhecemos. Advertem o ser humano a abandonar o conto de fadas de uma existência autônoma para confiar no único que pode dar sentido à sua existência: o Deus Criador e Redentor. Ao mesmo tempo são sinais que demonstram a misericórdia de Deus em fazer que um vírus não seja tão letal quanto poderia (graça comum). Isso significa que ainda há tempo. Deus ainda pode ser encontrado: “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6). Entretanto, tudo isso nos deixa a certeza de que o tempo dos homens se abrevia a cada dia.

Leandro Antonio de Lima

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